sexta-feira, 7 de março de 2014

A Longa História do Meu Casamento


04.01.2014
O DIA DO MEU CASAMENTO



         Bem, nem tudo aconteceu como o script, mas tudo foi contornado por mim, meu noivo, nossa família e nossos amigos... rs 

A começar a história toda, que é feita de pequenos detalhes, que só quem já casou, se prepara para casar, ou já ajudou alguém nesta empreitada poderá entender, tivemos uma enorme decepção com a loja onde alugamos os trajes - LOJA essa que vou intitular de Murphy, para preservar o que resta dos clientes dela e também porque tudo o que poderia dar errado-deu:

O terno do noivinho (meu irmão caçula) que havia sido escolhido com 02 meses de antecedência, experimentado e resolvido, foi trocado pela loja, por um menor, feio, diferente do Noivo, sem nosso consentimento e só 02 dias antes do casamento para buscar todas as roupas é que nos foi informado.


Ficamos arrasados, afinal o tcham da coisa é o noivinho parecer uma miniatura do NOIVÃO.

A loja deu várias desculpas para o ocorrido e como alugaram o terno escolhido para outra pessoa, vasculhamos em outras lojas a procura de um igual/parecido com o do noivo, mas, sem sucesso, afinal precisávamos para dali a dois dias.

No fim das contas, sábado, a Max foi na 'Loja Murphy', revirou, revirou, até encontrar um terno, mais bonito, mais ajustado e parecido com o noivão.

Meu irmão ficou uma fofura!

Meu vestido, que com tanto custo escolhi e desde a primeira prova vestiu como uma luva, na última semana estava grande. (causa? emagrecimento abrupto. regime+ansiedade). Por isso, foi preciso ajustá-lo.


E, hum, bem, a costureira exagerou no ajuste e no decorrer da cerimônia enquanto eu chorava emocionada, parecia que cada suspiro era uma lambada nas costelas. (Quando fomos para as núpcias o noivo precisou relevar as terríveis marcas em minha cintura, mais fundas que as Fossas Marianas. rs')

Isso sem contar que não pude me sentar na festa, pois o vestido parecia querer perfurar minhas costelas.

Mas, voltando aos trajes, meu véu estava tão destonante com o vestido que parecia que ele tinha sido fervido com água do rio madeira.
É sério.
Estava horrível.
Até roupa de estagiário de enfermagem é mais branca. E por este motivo, não usei ele.

Fiquei um pouco sentida.
Mas tudo bem. Nada de pânico  por enquanto
O drama ainda estava por vir:

Lá estávamos todas nós, super felizes, no Salão da Tânia - que é uma querida diga-se de passagem,

Eu,
* a Júlia - minha irmã mais nova,
* minha Mamis,
* a Ana Luíza - minha florista,
* a Samara - minha noivinha
* e a Max - esposa do meu pai,
todas arrumando os cabelos, maquiagem e afins, quando chegou a hora de colocar os vestidos.
Tive sorte por a noivinha ser a primeira a vestir, afinal levei um susto: o vestido dela estava caindo. Enorme. Desajustado. Um problemão em cima da hora!

E ah, como eu havia esquecido de mencionar a Loja Murphy em que alugamos os trajes não era da nossa cidade. para melhorar a situação


Bem, graças a DEUS, a Tânia já deu um jeito de arrumar linha e agulha para resolvermos o problema. E uma alma bondosa no salão ajudou a mim e a mãe da Samara a arrumar o 'inarrumável' vestido.  que logo no inicio da festa já estava caindo rs'

Mas ela ficou uma princesa, entrou de braços dados com meu irmão como uma lady.
Linda, linda. 

Bem, se eu fosse continuar contando os detalhes tão minuciosamente, agora, entraria na parte:

Trinta minutos antes do casamento, pronta, de frente para o espelho, super ansiosa para sair dali, recebi algumas ligações familiares para resolver desentendimentos que não cabem aqui, e comecei a chorar.


Fiquei um pouco triste. Mas logo passou.
Então se eu pudesse dar um conselho para quem vai se casar, é: não fique com o telefone no salão e principalmente depois de pronta, de o aparelho para alguém de confiança, imprevistos acontecem, mas delegar essa função pode salvar seu sorriso e sua maquiagem.

Cheguei a frente da igreja às 18:15 e de dentro do carro, com um sol lindo,  avisto de longe meus pais, meus sogros, meu futuro esposo...


As lágrimas foram ligeiras.
E quando meu pai abre a porta do carro é impossível não chorar, e como no ensaio, digo a ele que sempre que sonhava com meu casamento, o detalhe mais importante, era ele me levar ao altar. E sua resposta rapidamente é: ' Não me faça chorar ainda Gabi'!

Ainda no carro, vejo meus padrinhos, que vieram de longe, choro ainda mais. Acredito que minhas melhores lembranças são dessas pessoas, que fazem questão de dividir a vida e os sorrisos!

Foi tudo emocionante.

Aconteceram muito mais coisas inesperadas:
Quando abriram a porta, minha calda se soltou, papai, ajudado por uma casal querido (Patrícia&Bodão) colocou-a de volta. No corredor meu vestido estava enorme, tivemos que ergue-lo um pouquinho. Na hora da consagração minha calda caiu novamente. A calça do noivo que era para ter sido ajustada não foi, ficou curta, e ele se casou com a calça de um padrinho. Minha unha foi refeita duas vezes. As 17:10 começou a chover, só para aumentar a tensão. As lembrancinhas não saíram como esperado.

Enfim, são detalhes que tomo como engraçados e eventuais, pois eu só sorria e chorava, me sentindo privilegiada e abençoada por DEUS.

Quando cheguei ao altar e meu pai me entregou ao meu noivo, tudo, tudinho mesmo, valeu a pena. São sensações únicas e inesquecíveis!

E após receber a benção de DEUS, trocar as alianças e receber o abraço dos padrinhos, enfim estávamos unidos para sempre.

Foram muitos flashes, muito carinho, muitos parabéns, muita alegria!
Tudo  lindo e abençoado!
Se eu tivesse que agradecer a lista seria sem fim.


Chegando na festa, o salão estava lotado!
Um grande borborinho de felicidade!
Brindamos e o Jefferson, agora meu esposo, fez um lindo discurso.
Fomos de mesa em mesa, agradecendo infinitamente as pessoas presentes, por partilharem esse momento tão importante conosco.

Algumas lições que aprendi neste dia, vou levar para toda minha vida! E as pessoas que fizeram parte desse momento com certeza estão guardados em um lugar muito especial do meu coração.


E no fim (ou melhor no começo) o AMOR venceu tudo!
Gabi_Matos_Charupá, 07 de Março de 2014.