sexta-feira, 1 de março de 2013

a BOCA


Viver é conseguir perceber o quanto somos distintos e iguais.
É fácil nos diferenciarem pela cor da nossa pele ou pela fé que professamos.
Mas mais fácil ainda é nos igualarem como rebeldes, subalternos ou sexistas.
Somos analisados por cada detalhe da nossa roupa, cada escolha que fazemos, cada sorriso que não damos...
Falam do sofrimento alheio sem muito feeling e preocupação, fazendo tudo parecer mais simples.
Complicado é entenderem que cada ser humano ferve ou congela a uma temperatura e quem controla isso é a nossa boca. Ela pode retardar ou adiar acontecimentos importantes, pode mudar um dia triste, construir bons ou maus sentimentos.
As palavras nos marcam, nos movem, nos mudam e podem também nos ferir gravemente.
No mais, falemos menos dos outros e mais das nossas idéias.
E que a sinceridade de nosso sorriso prevaleça mais que nossas palavras.

Gabi_Matos, 31 de janeiro de 2012.

[P.S. Pra quem tem essa lembrança, esse texto foi feito
na 1º aula da profª Lígia, quando cada um pegava um
papel com uma parte do corpo. =p]

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